terça-feira, 3 de novembro de 2009

Road Trip - Primeiro dia

Fim de semana grande à porta, é sinal de grandes planos e viagens para longe da confusão, do barulho, da insegurança, do stress, do trabalho.
Quase toda a gente aproveita para passear e conhecer o que de bom Angola tem para oferecer. Nós não fomos diferentes, e lá fizemos uma espécie de planos.

Vamos arrancar no sábado, vamos ao Parque da Kissamba, dormimos lá, vamos a Cabo Ledo no dia seguinte, dormimos lá, e do regresso faz-se praia em Sangano. Simples!

Os planos para o fim-de-semana.

Então, no sábado ao almoço, saí do trabalho, já estava atrasado para me encontrar com o resto do pessoal no Belas, onde íamos almoçar e fazer compras.
Fui a casa às pressas, buscar o indispensável.
Vestir calções, t-shirt e chinelos, por toalha de praia, produtos de higiene, e mais alguma roupa na mochila, e toca a andar que se fazia tarde!
Não sei porquê mas saí de casa, com aquela sensação de que me esqueci de muita coisa importante para acampar um fim-de-semana fora!
Mas claro que não tinha!

Começou logo com o passaporte... Tinha ficado no meu carro...
(Fiz um total de 1000km, passamos 10 vezes pela polícia. E nunca fui parado. Acho que esgotei toda a minha sorte nesse fim-de-semana! Adiante.)

Paragem habitual no tasco mais badalado da povoação Km 30. Para matar a sede depois de uma extenuante tarde de esplanada e compras de supermercado, era obrigatório repor as forças!
O tasco!

E espantem-se, tem esse nome porque fica no 30º quilómetro a sul de Luanda! (aposto que nunca iriam descobrir a origem do nome!)

Uma foto para terem uma ideia do aspecto do Km 30.

A festa prometia! Tivemos todos muita pena de ter que arrancar...

Mas já se fazia noite, e arrancamos em direcção ao parque, onde íamos acampar. Sim isso, acampar. Aquela coisa que se faz com tendas. Sim isso, tendas. Aquela coisa que eu e o Fernando não tínhamos! Bom, mas também já tínhamos ouvido dizer que os Jimmy's até são confortáveis. Não havia maka!
O sol já se punha, como sempre cumpríamos escrupulosamente os planos.

Após sairmos do asfalto, rumo ao destino, a entrada para o parque é feita por um caminho de picada, com cerca de 10km, em que demoramos 1hora à noite, em estrada esburacada, e temos que passar por 3 pontos de controlo, com guardas do parque.


Já chegamos!
Bom, como dormir 2 noites seguidas no carro, podia vir a trazer consequências para a nossa velhice, eu e o Fernando decidimos alugar uma tenda. O preço? 60 dólares! Nada mais barato, deveria incluir jacuzzi e A/C! Pensamos nós convictos!

Não se fiem no exterior. Tinha melhor aspecto por dentro, acho eu...

Certo é que já tive em hotéis mais baratos que essa tenda... Mas fazer mais como?

Era hora de comer e programar o safari do dia seguinte. Haviam visitas feitas num Animog, que partiam às 6h da matina, por 25 dólares a cabeça, mas só que as reservas já estavam fechadas. Chegamos tarde, ao que parece... Agora só havia viagem com guia, por 50 dólares por carro. Ok, amanhã era dia, depois víamos.
O dito cujo.

A sala do banquete. Nosso e dos mosquitos!

O tacho!

Depois do tacho, tentamos arranjar um sítio para ver o Benfica ser roubado pelo Braga, mas o restaurante fechava cedo e nada feito. Também não perdemos muito, diga-se de passagem...
Pelo meio metemos conversa com o staff lá do parque, tentar saber quais as melhores horas para ir ver os bichos, e que tipo de bichos é que por lá havia...

Para muita tristeza nossa, não havia lá carnívoros. Nada de leões, tigres, hienas, leopardos ou o que quer que seja que nós pudéssemos ver a dilacerar uma gazela inocente, e a jorrar dos seus membros litros de sangue... A nossa viagem tinha sido em vão...
Bom, lá tínhamos nós que nos contentar com girafas e elefantes.

Nota: Angola sendo um país por excelência importador de quase tudo, não deixa de ser caricato que até os animais lá do parque, tenham sido adquiridos na África do Sul... Isso apesar das espécies serem angolanas. A guerra deixou as suas marcas.
Essa informação foi-nos dada pelo pessoal do parque.


Já se fazia tarde, e fomos todos dormir, mordido por milhares de mosquitos, aparentemente sem malária. (até à data ninguém ficou doente...) Os sacanas não nos largavam as pernas. Sim porque a certa altura eles já não conseguiam voar mais alto. Certamente por estarem com o bucho inchadíssimo de sangue, assim tipo nós com a cerveja em que só apetecia deitar e ficar a rebolar pelo chão.

Amanhã prometia!

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