Ao fim de duas semanas quase completas aqui por terras vermelhas, o tsunami de sensações, informações e coisas diferentes, começa a acalmar, dando lugar a um mar sereno, que em breve será rotina.
AdaptaçãoAté então, a adaptação tem sido bastante melhor do que esperava, confesso que também as expectativas iam para lá do pessimismo. Aqueles 6 meses de preparação psicológica e de recolha de informação e opiniões (que iam de um extremo ao outro) serviram para preparar-me psicologicamente e ir absorvendo certos aspectos, muito negativos diga-se, que ao chegar aqui não foram nenhum choque.
CondiçõesTambém, diga-se, que estar "protegido" pela estrutura da empresa permite-nos não sentir na pele alguns problemas diários da generalidade da população.
- Nunca tive falta de electricidade em casa, e no trabalho aconteceu por uns minutos. Viva os geradores e quem os mantém.
- Nunca tive falta de água, temos bombas (e electricidade para que estas funcionem sempre) no apartamento.
- Tivemos motorista nestas primeiras 2 semanas, o que permitiu conhecer o trânsito caótico, os caminhos e atalhos, e dentro em breve vou ter carro próprio. Aqui não há transportes públicos eficientes, apenas alguns autocarros (surgiram recentemente, e são poucos), e os tais "táxis", que nunca vi um pula a utiliza-los.
- Temos cantina, e um serviço de entrega de compras ao domicílio. O que tendo em conta as horas que se perde no trânsito, e os horários de trabalho, facilita em muito a vida. Isso se esse serviço funcionasse bem (aí o mestre, o mestre), mas isso é outra história!
- Ao chegarmos
tinhamos casa, equipada com lençóis, toalhas, talheres, pratos, panelas e ar-condicionado. Não é fácil arranjar casa em Luanda. São caríssimas (rendas de 4mil dólares por mês), e não têm boas condições necessariamente.
- Temos empregada diariamente em casa, limpa, lava a roupa e passa! Menos uma preocupação!
InsegurançaA tão propalada insegurança, ainda não a sentimos na pele. Certo é que andar de motorista, numa carrinha com mais 4 marmanjos, pode
facilitar nesse aspecto. No entanto é um facto que histórias de tentativas de assaltos, dar "gasosas" aos polícias, ou aos miúdos que
abordam o carro, toda a gente tem. Assaltos à mão armada é que são poucos os relatos, mas também os há!
Aqui é frequente ver-se polícia nas ruas, desde "
trânsitos", a polícia de segurança armada de arma
metralhadora, a polícia de intervenção,
vulgos "
ninjas" (que andam armados aos pares numa mota, e esses moços não são lá de muitas conversas!)
Na minha opinião, há problemas de assaltos, como em muitos outros sítio, só que aqui um "pula" para os ladrões é sinal de dinheiro, o que nos torna alvos com mais frequência cá, do que em Portugal. Há também assaltos aos locais que mostram sinais exteriores de
riqueza (e há muitos por aí).
Há quem diga que as coisas estão um pouco melhores agora, não sei. Depois quando começar a andar de carro sozinho digo alguma coisa.
ClimaO clima aqui é maravilha. Para quem gosta de calor, e não se importa com humidade, este é o sítio certo para vir viver! Claro que o ar-condicionado no carro, para as horas no trânsito, e no quarto, para dormir, dão uma ajudinha.
SaudadesAté agora como estou ainda no período de ressaca, não tem sido muito complicado, o dia muito ocupado, muita coisa nova a reter, o trabalho, tudo isto dá o que fazer à cabeça. Mas depois ao entrar na rotina do dia a dia, vai ser bonito...
MónicaOk, era só para dizer que é a mulatinha mais linda que eu conheço.
Lamechice
(ver parágrafo a cima)
FotosTenho fotos da casa, e muitas que tirei pelas ruas, pelo percurso. Depois ponho aqui!